Casais do RJ mudam comemoração de Dia dos Namorados por causa da pandemia do coronavírus
Jantar virtual e troca de presentes à distância são opções para a data. De acordo com a Fecomércio, economia do estado sofreu queda de 42% na data comemorativa.
Comemorado nesta sexta-feira (12), o Dia dos Namorados deste ano vai precisar ser adaptado às medidas de isolamento devido à pandemia do novo coronavírus. No Rio, com restaurantes fechados e eventos adiados, casais se reinventam para celebrar a data e encontram na tecnologia um auxílio para conviver com a distância.
O G1 ouviu namorados que vão passar, pela primeira, o Dia dos Namorados separados e em lugares diferentes. Eles contaram que vão enviar presentes ou, até mesmo, fazer uma espécie de jantar virtual.

Preparar uma refeição especial para a data é a alternativa para a estudante Laís Rosa de Magalhães, de 28 anos, comemorar a data à distância. O namorado dela está na Flórida, nos Estados Unidos, e ela está na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio.
Laís mora na Flórida com o namorado há mais de um ano. Ela veio para o Rio de Janeiro em março para comemorar o aniversário da irmã. O que era para ser uma visita rápida de uma semana se transformou em uma estadia de quase três meses por problemas com a companhia aérea e das medidas restritivas por causa da pandemia da Covid-19.
Esse ano a gente iria comemorar jantando fora em algum restaurante, e é o que eu estou pensando em fazer mesmo com a distância. O prato preferido dele é macarrão à carbonara e eu já estou procurando receitas para ele fazer lá e eu, aqui. Vai ser divertido, dentro do possível”, disse a estudante.
Para ela, as chamadas de vídeo foram fundamentais para manter o contato diário com o namorado. Apesar de já ter celebrado o Dia dos Namorados nos Estados Unidos em fevereiro, ela acha importante comemorar novamente.
Eu agradeço à internet. Todo dia a gente se fala para diminuir a saudade. A gente assiste série, ele assiste pelo tablet dele e eu pelo meu, e a gente vê a reação do outro. A gente vai lidando. É uma coisa que vai ser temporária, eu acredito. Espero que até o mês que vem eu já esteja de volta e espero que todo mundo que esteja passando por essa mesma situação que eu tenha força, porque isso vai passar”, afirmou Laís.
Assim como Laís, a psicoterapeuta familiar Grace Falcão acredita que a perspectiva de um encontro em breve faz com a distância não seja tão complicada. Ela explicou que, mesmo durante o isolamento social, é importante nutrir o relacionamento e manter o cérebro apaixonado.
Quem se apaixona é o cérebro, então é importante manter a conexão mental e, no fim do dia, sempre marcar uma ligação de vídeo para, de fato, ver a pessoa. Quanto à sensibilidade, nada substitui o abraço, mas se existe a vontade e o carinho, esse tempo de distanciamento não empobrece o relacionamento”, destacou a psicoterapeuta.
Para esse novo formato de Dias dos Namorados, ela indicou uma surpresa e reviver memórias de quando ainda era possível estar junto.
Nada como uma surpresa. Os Correios estão funcionando, então vale saber do que o outro gosta. Buscar as memórias positivas é extremamente importante para relembrar o momento de qualidade presencial que tiveram. É aquela coisa de manter-se perto mesmo longe. Na internet você está perto de quem está longe e longe de quem está perto. Com a pandemia, você acabou ficando mais próximo de pessoas que estava de fato longe, disse a psicoterapeuta.
A uma distância de 5 km um do outro, os estudantes Leonardo Couto, de 24 anos, e Beatriz Viana, de 21 anos, não vão comemorar a data juntos. Eles moram em Niterói, na Região Metropolitana, e vão trocar presentes à distância nesta sexta-feira (12).
Casal de Niterói, da Região Metropolitana do Rio, comemoram Dia dos Namorados à distância nesta sexta-feira (12) — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Nas comemorações, o casal tem o hábito de jantar em lugares especiais, mas com os estabelecimentos fechados, eles decidiram esperar para celebrar no fim da pandemia.
Dessa vez vai ser um pouco diferente. A gente tem o costume de dar presentes, lembranças afetuosas. Vou pedir para entregar na casa dela, ela vai pedir pra entregar na minha, mas a gente não vai poder se ver e sair junto para um local. Vamos deixar para se ver só no final da pandemia, quando tudo isso já estiver resolvido, relatou Leonardo.
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